quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O DIA DO INIMIGO OCULTO


É bem conhecido dos mais próximos que eu ODEIO amigo secreto. Exceto quando era criança – porque antigamente as crianças ficavam felizes incondicionalmente – TODOS os que participei foram infelizes.

Mas houve uma improvisação nos meus idos anos de estudante do antigo segundo grau – precisamente o 3º colegial – que eu dou risada até hoje quando me lembro.

Ao invés de “amigo secreto”, foi feito o “inimigo oculto”.

Compartilho com vocês o que nos dias de hoje poderia ser entendido como racismo, descriminação, machismo, submissão, entre outros significados “tretistas”, mas que naquele ano de 1997 ainda encaravam como uma brincadeira.

O PROFESSOR DE MATEMÁTICA “AFETADO”

Nosso professor de matemática era afetado. Muitos falavam “você é gay”, e ele sempre rebatia com uma resposta “lacradora”, que faria Bolsonaro ficar quieto como uma pia ovelha pentecostal em estado de pecado.

Ele ganhou de presente a Playboy cuja capa era a atriz Mariza Orth

Ele fez um estardalhaço – típico de afetado:

“__ Genti, cêis me dão licença, fiquei tão feliz com esse presente que preciso ir ao banheiro comemorar.”
 


 

O TÍMIDO JAPONÊS

O único japonês da sala era aquele típico nerd. Sempre tinha um desempenho mais que “A” (ou 10) em todas as provas. Porém, era um garoto tímido, de poucas palavras, e quase não dava risada. Namorava uma morena que praticamente falava por ele.

Ele ganhou de presente uma caixa com mini preservativos.

Ele deu uma gargalhada (SIM, todos ficaram espantados!!!).

“__ Amor, agora vou poder brincar de ginecologista com você.”

Ele fez uma piada – e SIM – todos se racharam de rir.
 
 

A GAROTA DA ZL

Pensa em uma pessoa que nunca fazia as tarefas de casa, nas provas sempre pedia cola, no intervalo sempre beliscava o lanche dos outros, nas festas sempre pedia carona? Sim, havia uma garota assim na turma. E nossa, ela não tinha vergonha nenhuma de agir assim. Ela morava no Itaim Paulista, e era tão longe, que tomava metrô, trem e mais uma condução para chegar em casa. Seu apelido era “ZL”.

Ela ganhou de presente uma Matrioska.

Em silêncio todos agradeceram. Ela levou mais de meia hora para abrir todas, e entender o que significava. E nosso momento foi vivido sem a pentelhação dela.
 
 



 

TIA MISA, E O QUE VOCÊ GANHOU DE PRESENTE?

Na turma, eu era aquela típica quietona. Como já disse em postagem anterior, eu sofri com bullying antes mesmo do assunto ser levado a sério. E como Murphy sempre sorri para pessoas como eu, quem me tirou foi a menina que mais me ameaçava.

Eu ganhei de presente uma “pulseira da amizade”
 
 
 

Um silêncio tenso se seguiu por alguns instantes.

Peguei uma das pulseiras e coloquei no braço dela.

Mais silêncio.

Ela olhou para mim atônita.

Pegou a outra pulseira, e colocou no meu braço.

Um grande salve foi dado por todos. Foi um momento inesquecível de reconciliação.

Soube depois por ela mesma que no fundo ela sentia inveja de mim, por eu ser aquela jovem que todos os meninos queriam “comer”, mas que nunca cedia.

Esse fato de minha vida púbere é uma memória que eu adoro recordar. Foi uma celebração sublime.

POR MAIS INIMIGOS OCULTOS NO NATAL!

Foco, força, fé e Foda-se!

3 comentários:

  1. Simplismente adorei
    Todos passamos por momento desagradáveis desagradáveis muitos faz nos lembra pra sempre
    Adorei seu post super te seguindo beijo gata

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  2. HAHAHAHAHHA só rindo, mesmo! Eu já dei muita sorte em amigos ocultos, mas tambem muito azar. Morri com a história da pulseira
    Abraço! :)

    Red Behavior

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  3. Adorei a história real! haha que bom que teve um final legal pra vocês né? As vezes (acontece comigo muito) as pessoas não gostam de você por ser mais quieta e na sua, e quando passam a conhecer melhor mudam de opinião!
    Beijos
    http://www.nomundodaluablog.com/

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