segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

OS DESAFIOS DA GESTÃO PÚBLICA EM 2017 PARA “SAMPA CITY”


O ano vindouro 2017 será um verdadeiro UFC aos futuros gestores municipais. Eles assumirão uma gestão que tem como ambiente: quadro econômico internacional ruim, crise generalizada na economia e na política, e agora com o tal do “congelamento por 20 anos”, a contenção de gastos na senhora máquina pública na busca desesperada por equilíbrio financeiro vai ser o seu principal sufoco – afinal a arrecadação com impostos não anda “nada bem”, ainda mais com a vigilância dos principais órgãos de controle externo (Ministério Público Federal, TCE, TCU, etc.)

“Sampa City”, mi querida São Paulo tem em torno de 11 milhões de pessoas. O futuro prefeito da cidade de São Paulo é João Dória. Famoso empresário e administrador. Vai ser sua primeira vez na administração pública. Então penso eu, como administradora que sou, com MBA em Gestão Pública que seu reconhecido domínio administrativo poderá trazer certa “luz” para que se possa fazer um planejamento adequado, com sensibilidade política. E quando digo “sensibilidade política”, é ter um diálogo aberto com a sociedade e organizações confirmando a situação atual generalizada, e soluções práticas para a resolução dos principais problemas.

Com base em uma pequena pesquisa nas principais mídias, eis a lista dos principais desafios – entre tantos. Escolhi os que primeiro vem à mente:

SAÚDE

O sistema de saúde é uma das principais queixas da população – é a primeira questão que vem à mente de boa parte das pessoas. É a demora em conseguir consultas e realização de exames e cirurgias, superlotação nos hospitais, falta de postos e hospitais – as promessas não cumpridas e construções ainda não concluídas e falta de profissionais de saúde em várias áreas.

Dória tem diante deste ambiente o desafio de tomar medidas para melhorar o atendimento e continuar as obras que estão em fase de início e conclusão.

Exemplos:

- A gestão anterior tinha a proposta de construir 3 hospitais em bairros da periferia, mas talvez só entregue um em Parelheiros (e ainda corre o risco de deixar para a nova gestão sua conclusão). O hospital em construção na Brasilândia ainda está em obras (esse realmente ficará sob a responsabilidade da nova gestão).

- Das 43 UBS’s prometidas, somente 8 foram entregues, e há 14 em fase de construção.

- A proposta de reforma de 20 UPA’s estão em atraso, e as outras 5 prometidas ainda estão “no papel”. E há “apenas” 28 em fase de licitação.

Na lista de propostas do Sr. Dória, ele apresenta a possibilidade de, por meio de parcerias, usar a rede privada para atendimentos dos pacientes do SUS durante à noite e madrugada. Ele também prometeu reduzir a fila de exames dentro de um ano.

EDUCAÇÃO

Outro grande desafio é a questão da educação infantil, vulgo “creches”. Há um déficit de vagas em pré-escolas. É necessária a construção de novas unidades.

Exemplos:

- A atual gestão concluiu a construção de apenas 32 escolas, e 18 estão em construção – e o prometido foi de 65 escolas de educação infantil. Das 243 unidades prometidas.

Dória nesse sentido novamente aposta em parcerias com a iniciativa privada – Organizações Sociais (OS’s) – para alocar os alunos em espaços já existentes.

MOBILIDADE

A crise na mobilidade urbana é também um dos grandes desafios à gestão pública municipal de Sampa City. Principalmente na delicada questão de como reduzir a dependência do veículo particular para evitar grandes congestionamentos, investindo no transporte público.

Exemplos:

- Dos cerca de 150km de corredores de ônibus prometidos, cerca de 56km foram concluídos.

- O problema da licitação de ônibus, atualmente suspensa pelo TCM, por irregularidades no edital.

- A difícil questão da regulamentação do UBER

Será preciso um novo edital para que revisões sejam feitas e também adaptações com as propostas de Dória (entre elas, a adoção de apenas ônibus articulados nos corredores).

Quanto ao UBER, Dória deverá escolher se mantém o modelo adotado pela antiga gestão, e se seguirá na batalha contra a liminar que impede que a Administração imponha restrições ao funcionamento do aplicativo na cidade.

São grandes estes desafios, e inúmeros são os problemas que possuem. Mas se houver comprometimento do gestor e de sua equipe técnica, transparência e envolvimento da sociedade (este último, o mais difícil, pois o povo sabe mais reclamar do que ajudar), poderemos ter esperança de significativas melhorias.

Vamos ter esperança, pessoas. Por enquanto, é o que podemos alimentar dentro de nós. ESPERANÇA, não EXPECTATIVAS – afinal, estamos já feridos demais com frustrações no quesito gestão pública.

Portanto.

Foco, força, fé e Foda-se!

A gente mais se fode, mas somos brasileiros – e não desistimos nunca.

Pelo menos eu não.
 
 
 

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Essa postagem faz parte do “Desafio Imagem e Palavra” de dezembro do Café com Blog

 
 



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