terça-feira, 17 de janeiro de 2017

VISÕES SOBRE A SÉRIE “CROSSFIRE” E A TRILOGIA “50 TONS DE CINZA”


Tanto a série Crossfire, quanto a trilogia 50 Tons de Cinza, são iguais no gênero “Erotic Novel”, mas as abordagens são muito diferentes. Sylvia Day e Erika Leonard James são as principais referências sobre o assunto atualmente – Sylvia tem muitos livros publicados, e Erika está ainda caminhando, apenas com a Trilogia (segue agora narrando a versão de Grey sobre seu relacionamento com Ana. O último livro lançado foi “Grey”).
Essa postagem vem tratar de algumas das principais observações que fiz sobre a série e a trilogia.
 
 
OBSERVAÇÕES SOBRE ANASTACIA STEELE E EVA TRAMELL
 
 
Anastacia Steele é uma jovem muito tímida, devotada aos estudos. Apesar disso, tem amigos, se diverte, adora um vinho, e possui uma sensibilidade púbere.
Sua vida muda completamente quando conhece Christian Grey, um jovem executivo, muito belo e com ares de poder e riqueza – é, ele é muito rico (!). Pela primeira vez percebe que está perdidamente apaixonada. E Grey após alguns fatos se percebe também apaixonado.
Com o desenvolvimento da relação, Anastacia percebe seus transtornos, sua obsessão por controle, e por fim, que Grey é adepto do BDSM. Ela segue por um caminho diferente das outras mulheres que passaram pela vida de Grey: procura conhecer seus gostos, mas não se submete da forma que ele quer. O Dominador que era passa a ser submetido por quem deveria ser sua submissa. Ana age e persevera com seus próprios meios em nome do relacionamento, e assim vence a resistência de Grey. Paixão e romance se misturam de forma harmônica, próximo a um conto de fadas.
Eva Tramell é uma jovem que aspira por crescimento profissional e independência. É rica e elegante, porém, tem um passado marcado pelo abuso sexual por parte do filho do primeiro esposo de sua mãe. É uma mulher insegura e amargurada por experiências afetivas infelizes. Graças ao seu melhor amigo Carrie, consegue desfrutar de um pouco de alegria, e o companheirismo que ambos possuem um pelo outro torna suportável as sombras doloridas de seus passados.
Também tem sua vida completamente transformada ao conhecer Gideon Cross. O que começa por mero interesse sexual, acaba por envolver afeto. Mas é um afeto marcado por uma paixão escravizante. Ambos são intensos, e encontram no sexo sua forma de amar. Eva é extremamente ciumenta, e qualquer manifestação do passado sexual e afetivo de Gideon a consome. Gideon é controlador, e submete Eva às suas condições, que em sua maioria ela acaba aceitando.
Gideon tem segredos que Eva procura desesperadamente conhecer. Seus transtornos se misturam aos dele, e a cada descoberta que ambos fazem de seus passados, há o ciclo de repelência e união. Ambos são apaixonados perdidamente um pelo outro.
 
OBSERVAÇÕES SOBRE CHRISTIAN GREY E GIDEON CROSS
 
 
Christian Grey é um executivo poderoso e muito rico. Não aparenta ser o tipo de homem que mantem um relacionamento sério com uma mulher. É adepto do BDSM, sendo um Dominador. Graças ao seu envolvimento com Ana, a trama revela que por trás do homem poderoso, há um homem que se deprecia, carente de amor e compreensão, marcado pelo passado, quando Elena, amiga de sua mãe, o seduz, apresentando o universo do BDSM, o que acaba causando ao seu psicológico muitos transtornos.
Grey deixa de ser Dominador quando Ana se recusa a ser sua submissa. Somente quando se separam que ele percebe que sente algo maior por ela, e aceita tornar sua relação um namoro – e não um mero contrato entre Dom/sub. O controlador é um homem apaixonado, que no fundo, deseja viver uma história de amor, e ser salvo de si mesmo.
Gideon Cross é naturalmente dominador. Não se permite envolver-se afetivamente com ninguém. Mesmo em tempos passados ter chegado ao noivado com Corine, não o concretiza justamente por isso. É um empresário de sucesso, dono de empreendimentos gigantescos e promissores.
Ao conhecer Eva, deduz instintivamente que seu envolvimento com ela “cheira a encrenca”. Na verdade, percebe que isso ganhará ares de afetividade – o que acaba acontecendo. A sexualidade intensa de Eva é tão grande quanto a sua, a ponto de submetê-la ao seu controle, e ela cede prontamente. Graças ao desespero de Eva por desvendar seus segredos, o passado de transtornos de Gideon é revelado: aos cinco anos o pai de Gideon comete suicídio, e na adolescência foi abusado sexualmente pelo assistente de sua psicóloga. Sua mãe não acreditou nele, e quando ela percebeu, era tarde demais para ajudar, e Gideon acaba por ser distanciar dela e da família. À medida que seguem em seu relacionamento, mais segredos de Cross são revelados, inimigos surgem, um ex-namorado de Eva volta a sentir interesse por ela (e isso causa problemas), e cenas de suspense e paixão se alternam na trama.
CONCLUSÃO
Confesso que à primeira vista, cheguei a valer-me do comentário da multidão, de que “Sylvia escreve muito melhor que E. L. James”, mas com o seguir da leitura percebi que elas apenas abordam o gênero erótico sob outros ângulos.
No geral, a Trilogia tem uma “pegada” mais romântica e heroica. É um “conto de fadas erótico”, que tem a finalidade de emocionar e cativar.
Por outro lado, Crossfire tem por base o mundo perigoso e envolvente da paixão extremada e a luxúria, de um casal que não se importa com as consequências que correm – e são muitas, perigosas e agressivas – pois tudo que importa para eles é que estejam juntos.
Ambas foram deliciosas de acompanhar.
 

6 comentários:

  1. Olá Elaine! Eu li apenas o último livro de crossfire, ainda não li a trilogia de 50 tons de cinza. Adorei a forma que você apresentou os personagens. Concordo com a sua visão sobre o Gideandamento. A postura de Eva no relacionamento, o jeito como ela aceita as coisas deixa mais evidente os traumas que ela passou. Não sei se foi a intenção da autora demonstrar isso de uma forma não explícita.

    Beijos
    Wwww.byvanessamedeiros.blogspot.com

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  2. Oi Elaine!
    Muito interessante esta sua comparação entre as séries. Realmente as duas autoras são as mais comentadas do gênero. Não li nenhuma obra delas, mas com certeza elas ganharam uma multidão de fãs. Apesar da E.L James estar apenas começando a carreira como você comentou, sinto que ela tem muito mais fãs pelo fato dos livros terem ganhado as telas de cinema também.

    Vícios e Literatura

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  3. Eu já li 50 tons mas nunca li Crossfire, mas tenho muita vontade já que a Sylvia é muito elogiada no meio literário e dizem que a história dela é muito melhor! Mas esse tema já me saturou um pouco, sei lá, muita gente escrevendo sobre e escrevendo muito mal tornando a coisa toda uma futilidade enorme!

    MEMÓRIAS DE UMA LEITORA

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  4. Oi Eliane.

    Eu li a trilogia 50 tons, mas a Crossfire eu tenho os três primeiros livros e não li por que muita gente falou que os livros são parecidos e fiquei um pouco decepcionada com 50 tons. Não acho a história ruim, mas acho que poderia ter sido um livro único. Acho que enrolou demais a trama, por isso não li a outra série. Tenho vontade e sabendo que a Sylvia escreve muito melhor que E. L. James, vou dar uma chance e ler pelo menos o primeiro livro. Adorei sua postagem.

    Bjos

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  5. Olá!
    Eu amo as duas séries. Cada uma tem a sua particularidade e não me atrevo a dizer que uma escritora escreve melhor que a outra. Claro que Sylvia Day tem mais experiência, pois escreve a mais tempo. Mas ambas são excelente e envolveram o publico de uma tal forma que não conseguimos deixar de nos apaixonar pelos personagens. amei ler as suas observações foram verdadeiras e concordo com tudo.
    Beijinhos!

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  6. Olá! Engraçado é que eu li e amei as duas, inclusive li uma seguida da outra, confesso que prefiro 50 tons, mas tem muitas coisas na Crossfire que me agradam mais, e são semelhante, porém bem diferente, para qm gosta do estilo são ótimas dicas! Beijos

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