quinta-feira, 9 de março de 2017

RESENHA DO LIVRO “RAINHA SARAH - UM”, DA ESCRITORA ÉRICA ARAÚJO E CASTRO


A literatura erótica tem ganhado os “holofotes editoriais” de maneira especial graças aos sucessos da série “Crossfire”, de Sylvia Day, e da trilogia “50 Tons de Cinza”, de E.L. James. A temática BDSM tem aparecido constantemente nas “Erotic Novels”. Entretanto, na maioria dos livros é exposta de maneira deturpada. Os personagens geralmente são sempre pessoas que passaram por abusos na juventude, justificando sua perversão sexual.

É necessário o esclarecimento de que as pessoas que pertencem ao Universo BDSM estão muito longe de possuírem as características de transtorno dos personagens. Não encontram no BDSM uma válvula de escape para as suas frustrações e traumas. O BDSM é uma subcultura devidamente constituída de liturgias, protocolos e regras muito bem estruturadas, onde os/as adeptos/as interagem de forma consensual e saudável.

Érica reside em Conselheiro Lafaiete/MG. É graduada em Letras, e atua como professora de inglês. É cronista, colunista e escritora. Além do erótico, escreve sobre outros temas como horror e investigação.

Em seu livro “Rainha Sarah - Um” encontramos um elenco de personagens fortes e intensos. Uma Dominadora Sádica que exerce seu domínio com maestria e excelência, e um submisso que sabe se portar, e que faz por merecer o adestramento que ela lhe confere.
 
 

Suas vivências no BDSM são expostas em uma trama envolvente. Rainha Sarah em suas andanças em salas de bate papo busca por um submisso “digno de ser adestrado por ela, e assim pertencer ao seu canil”, sem muito resultado. Até que um dia, “sub_sp” inicia uma conversa, claro, de uma maneira realmente adequada a se dirigir para uma Rainha, e isso chama a sua atenção de forma peculiar.

__ Desculpe-me por incomodar, Rainha. Mas se a Senhora quiser teclar comigo, estou ao seu dispor.

Reparem como a sua maneira denota respeito, e de acordo com os protocolos BDSM. Realmente mereceu a atenção da Dominadora. Inicia-se assim a conversa que logo mais resultaria em um relacionamento D/s.

“Um” – como é chamado o personagem em todo o livro – conhece Aquela que veio a ser sua Domme, Mentora e Senhora. O livro nos leva a viajar na trajetória de seu adestramento como submisso Dela. São cenas extremamente descritivas de como são as sessões BDSM. O prazer da dor e da humilhação, que os “baunilhas” abominam, mas que os/as adeptos/as amam e conduzem com rigor e segurança, fazem o leitor viajar em um mundo onde não há limites ou amarras que impeçam o apogeu dessa forma de fetiche.

Mas é uma viagem forte. Chocante. Envolvente. Quem não conhece o BDSM à principio terá uma dificuldade imensa de virar para a próxima página. Mas a vontade de saber como vai terminar essa viagem com certeza será maior que o seu medo – e o medo, convenhamos, é um prazer deveras apreciado.

E Érica recompensa os leitores corajosos não somente com um romance erótico/pornográfico, mas com muita informação sobre o Universo BDSM. Mas não é somente informações expostas de forma técnica: ela aborda a temática psicológica também. Usa termos de filosofia, literatura, e história. Seus questionamentos vão cutucar aquela porta fechada de sua mente que você sempre temeu abrir (será por isso que a capa do livro é a fechadura de uma porta pesada de madeira? Rsrs).

Cada capítulo percorrido levará ao ápice da relação de Um e Rainha Sarah. O estudante de curso acadêmico se empenha em seguir até o fim para celebrar seu diploma na festa de formatura. Mas e o submisso? Como se confirma o êxito de seu adestramento? Como conquista seu reconhecimento no meio BDSM? Como uma Dominadora oficializa sua relação com o seu submisso? Há liturgias? Cerimônias?

Posso dizer que no livro há. Mas se é oficializando o Um como “o cão” de Rainha Sarah, você – sim, VOCÊ – terá de descobrir.

Porque eu tive coragem e “abri a porta”.

Uma porta que nunca mais será fechada.

= = =

Link de sua página no Facebook é:
 
O livro não é vendido em livrarias. Aquisição somente com ela.
 
 
Érica Araújo e Castro - a "Rainha Sarah"
Curve-se! <3
 

11 comentários:

  1. Uau! Fiquei curiosa pra saber sobre esse universo. Eu sou baunilha, confesso, mas sou mega curiosa. Depois de ler quem sabe eu abra a porta tbm.. Hahaha
    Quem sabe....

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  2. Olá tudo bem?

    Gostei bastante da sua resenha, não tinha ouvido nada a respeito dessa autora.
    Não gosto de romance hot :( prefiro algo mais docinho sabe?

    Beijos

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  3. Oi! Adorei a resenha, mesmo não fazendo muito meu estilo de leitura. Mas gostei de saber sobre a personagem feminina ser a "dominadora" rsrs Geralmente se vê essa características nos homens na maioria dos livros. É bom variar um pouco :)

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  4. Olá
    Não conhecia esse livro e achei a história bem interessante, gosto muito de romances de todos os gêneros! <3
    Beijinhos
    Renata
    Escuta Essa

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  5. Não sou fã de livros hot porém não tenho preconceito algum. Na verdade, parabenizo os escritores de hot. Já li alguns pedaços de alguns livros e fico boquiaberta por ser cheio de detalhes!
    Beijos!

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  6. Olá, não costumo ler esse genero apesar de ser bem curiosa a respeito, não sei se lerei mas obrigada pela dica.

    Bjs Jany

    http://www.leituraentreamigas.com.br/

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  7. Que legal! Ainda não conhecia, mas agora fiquei super curiosa. Espero ainda ter a oportunidade de ler. Beijos.
    https://v3rsosdaalma.blogspot.com

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  8. Olá, Elaine.
    Adorei saber mais a respeito da autora e de seu livro,. A temática é bem forte, se eu tiver a oportunidade irei conferir!

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  9. Olá, não conhecia a obra, nem a autora...achei a dica ótima e a capa da obra é linda :)

    Abraços

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  10. Oiee ^^
    Eu torço tanto o nariz para livros onde os personagens foram abusados de alguma forma, e que se tornam perversos sexualmente, como foi dito ali em cima. Não me interessei pela obra "Rainha Sarah", não gosto de livros assim :/
    MilkMilks ♥

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    Respostas
    1. Em nenhum momento o personagem é abusado. NÃO EXISTE abuso no BDSM. Tudo é consensual, ou seja, acordado entre ambos. É uma troca de poder consensual. Respeito que não aprecie o gênero, mas é necessário que corrija sua interpretação do personagem. Ele ama o que vive com sua Dona.

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